Katy Perry faz sucesso também na telona e vem ao Brasil para divulgar filme

Desde 2010, quando lançou seu segundo disco, Teenage Dream, Katy Perry se transformou num dos maiores ícones da cultura pop na era 2000. O álbum emplacou cinco singles consecutivos no topo da parada dos EUA: California Gurls, Teenage Dream, Firework, E.T. e Last Friday Night. Ela igualou um feito só atingido por Michael Jackson na fase Bad (1987) e tornou-se a única mulher a obter essa marca.


A cantora americana Katy Perry, 27 anos, em cena do filme-show Part of Me, em 3D, que arrecadou US$ 23 milhões nos EUA em três semanas e estreia dia 3 de agosto no Brasil

Filha de pastores evangélicos, tendo até gravado um disco gospel antes do sucesso, Katy  chega ao Brasil domingo para promover o filme-show Part of Me (em 3D), que estreia dia 3 de agosto no país e arrecadou US$ 23 milhões nos EUA em três semanas (sucesso para esse tipo de produção). Leia entrevista feita pela Paramount e cedida na Bahia com exclusividade para o CORREIO.

Você tinha outros filmes em mente quando pensou em Part of Me, que captura a vibração dos seus shows e também conta sua origem?
Minha inspiração veio do documentário Na Cama com Madonna (1991). Adorei o documentário e adorei assisti-lo, porque eu não tinha sido exposta a algo assim, na verdade, quando estava crescendo. Por exemplo, eu quero assistir a Alien – O Oitavo Passageiro (1979) porque quero ver Prometheus e não vi o primeiro filme. Não me deixavam ver ou ouvir diversos momentos da cultura pop dos anos 80 e 90 quando eu era criança, devido a minha criação.

E você deu aos cineastas Ed Lovelace e James Hall acesso irrestrito durante a turnê California Dreams?
Sim, eles pegaram a estrada e filmaram tudo – eles estiveram lá provavelmente por oito meses em um ano, e reuniram mais de 300 horas de material. Depois, começamos a matutar a ideia de fazer um filme e procuramos um monte de pessoas. Fomos a diferentes estúdios, a Paramount agarrou a ideia e virou uma grande parceira nossa.

Existe uma narrativa clara. Não é só um filme sobre você em turnê; é um diário de sua vida até agora… Foi uma decisão difícil?

Sim, a narrativa na verdade é sobre superar essas barreiras relativas a onde eu vim e a quem eu queria ser, e minha barreira particular que tive que atravessar. E agora ainda estou aqui e de pé. E acho que foi importante para mim deixar essas cenas que me mostram angustiada. Foi uma decisão difícil, fico com as mãos suadas só de pensar nisso.


California Dreams Tour (2011) Katy Perry em ação no vibrante show da turnê mundial que cruzou os EUA, a Europa, a América do Sul (esteve no Rock in Rio, em setembro) e o Extremo Oriente. O show é a base musical do filme Part of Me, dirigido por Ed Lovelace e James Hall.

Mas é muito comovente e honesto. Você poderia ter tirado essas cenas  – como as que mostram você triste com o fim do casamento com o ator e comediante Russell Brand. Por que achou importante incluí-las?
Bom, é o elefante na sala que eu não poderia evitar ou ignorar, porque seria ignorância pensar que eu poderia fazer um filme completo sem abordar isso. Sempre quis que toda escolha minha tivesse integridade. Às vezes, não é uma escolha fácil, mas, com sorte, o que as pessoas vão tirar disso é que elas não precisam modificar quem são para realizar seus sonhos. Creio nisso e foi o que tentei fazer na minha vida.

O que também transparece é que existem duas famílias no filme, por assim dizer. Seus pais e irmãos, e a família que você reuniu em torno de você… E eles são evidentemente importantes para você.

Sim, totalmente, e eles me ajudam de maneiras diferentes. Minha família é minha família – não há como escapar de sua família, não importa se você os ama ou odeia ou discorde deles em certas horas. Adoro meus pais, mas sou capaz de ficar completamente irritada com eles ao mesmo tempo. É essa a dinâmica que a maioria de pais e filhos têm, eu acho. Mas eles são meus pais, foi isso o que me foi dado, e será o que terei pelo resto da minha vida. Minha irmã, Angela, é uma figura chave na minha vida, porque ela é uma espécie de minha administradora – ela é aquela que mantém meus pés no chão, e ela não me enxerga como ninguém além da irmã dela. E meu irmão, David, é o mais novo e é muito esperto e talentoso. Nós três, como irmãos, somos como os Três Amigos – nós ficamos unidos e cuidamos uns dos outros. E minha outra família, minha equipe que fica comigo na estrada, eles trabalham comigo e são muito importantes também. Uma das minhas coisas prediletas é reunir boas pessoas, e se encontro uma boa pessoa sempre serei fiel a ela, até o fim da vida. Porque o que importa é criar uma atmosfera positiva, uma ótima energia e uma postura ‘dá pra fazer’.


Teenage Dream (2010) “Nunca mais vou conseguir ter cinco canções do mesmo disco no 1º lugar. Você não pode determinar isso como meta. A meta é fazer música boa e deixar a música ser o que quiser ser.  O negócio é reinventar sem se desviar e sem se autossabotar”.

Você disse antes que não cresceu com grandes doses de cultura pop. Então, o que influenciou você como cantora?
Música cristã. Naquela época, fim dos anos 90, a cena da música cristã corria em paralelo com o que acontecia na cena musical convencional. Tínhamos nossas versões de Alanis Morissette, tínhamos nossas versões de todas aquelas coisas do hip hop – para tudo que estava rolando no meio convencional, tínhamos uma alternativa cristã, o que era muito divertido. Não é mais tão grande assim hoje quanto era. Havia um movimento de verdade naquele tempo, e aquilo me influenciava. Quando me mudei para Nashville, com 14, 15 anos, me deslocava pra lá e pra cá bastante e ficava num hotel fuleiro com minha mãe. Eu costumava me cercar de compositores mais velhos que me mostravam como escrever canções melhores, como botar mais alma e sentimento numa música, dar a ela uma história definida.

Você sentia que estava sendo alienada da cultura pop convencional?
Não, eu não sabia o que estava perdendo. Era o meu universo particular, e tudo nele estava relacionado ao que meus pais achavam que era melhor para mim.

Muitos de seus fãs são jovens e influenciáveis, portanto, você sente essa responsabilidade de ser um modelo de conduta para eles?
Às vezes. É um limite tênue. Para mim, não é apropriado tomar decisões de vida pelos outros porque eles vêm de situações e circunstâncias diferentes – alguns têm uma rede de apoio ótima e outros não têm; alguns conseguem lidar com mais elementos e outros não foram talhados para isso. Mas espero que as pessoas tirem inspiração do significado deste filme – se você quer concretizar seus sonhos, você é capaz, mas definitivamente terá que trabalhar duro. Vai haver obstáculos extremos, mas você tem que manter a cabeça erguida e seguir. Nesse sentido, me sinto confortável em ser um modelo de conduta, e com sorte levar inspiração a eles… e, com sorte, inspiração musical também. Mas não sou uma política, e não agrado a todos – se você tentar ser tudo para todo mundo, você acaba não sendo ninguém, e eu já percebi isso durante minha trajetória.

Assista abaixo ao trailer do filme

Clipe – California Gurls ft. Snoop Dogg 

Clipe – Teenage Dream 

Clipe – Firework

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